Vivesse eu...

 

Vivesse eu...

Portuguese
Fotógrafo: 

Vivesse eu na paz dos imortais

 

Tivesse eu, fé nos lábios meus, quando escrevo

E majestade nos dedos; resgataria o frenesi

Cativo nos frutos da paixão, tornaria servo

O aroma do azul motim e o esplendor da relva no jardim

Tivesse eu, a fé de recheio em mim, como um ovo,

 

Que nem humildes nuvens me suspendem os beiços,

Como posso sentir, o sentir de Deus, em “technicolor”

E alterar o pão em vinho se depois, reparto pedras, teixos

E amostras sem valor de poemas “multiflavor”.

Antes que os medos e o receio me vençam, quero ter dedos,

 

Como se falassem a Deus, na fala de Prometeu. Se s’crevo,

O que não diria eu, sendo dele, pra’além d’afiançar

Ser sentido, apesar de não ser real, o meu canceroso acervo.

Vivesse eu, na paz que os imortais assumiam como seu samsara

E pudessem minhas mãos florescer, na estação do novo,

 

Teria eu, fé nos lábios meus, enquanto soberano

E poderia ter ameias de plácidos castelos, nos rombos dedos.

Vivo eu no contraditório dos normais,

Sou desconhecido nesse paradeiro e meu dom,

Habita escondido, sem o saber, no coração dos imortais…

 

Joel matos (03/2013)

http://namastibetpoems.blogspot.com

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obrigado

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pois então

gracias

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