Jaz por terra...

 

Jaz por terra...

Portuguese

 

Jaz por terra…

 

 

Jaz na Terra o sossego e a negação do belo,
Jaz por Terra a noite e a ferida em cal-viva,
A ventura que é sorrir e também chorar gelo,
Jaz na terra o trono e um dono senhor de tudo,

Jaz por terra um templo que abandonei e que
Descuido, por não ter uso nem deuses, esses novos,
Infecundos e impostos para mal do homem feudal,
Homens deuses, a quem a calma e o ódio Deo-opus

De-graça, como se fora eu sacrossanto ermitão,
Em “Cristos Bay resort”, jazz por terra o meu ego,
De campeão dos detestados feios de braços, 
“Sou tido” como demente por sentir tudo,

Até quando chuva quando cai na Terra quente, 
O meu coração me desmente e me desdiz, 
Jaz na Terra o sossego e a negação do belo,
Jaz por Terra a noite e a ferida em cal-viva,

A ventura que é sorrir e também chorar gelo,
Jaz na terra o trono de um dono, senhor de tudo,
Apesar de tudo isso sou tido como pouco são, 
Por sentir mais que tudo e tod’esta gente,

Quando a chuva cai em meu coração não mente,
“Sou tido” como demente por sentir tudo,
Até granizo quando cai na Terra quente,
No meu coração d’pedra faz frio de geada,

Jaz nele a terra, o céu e o abismo sem fundo,
Jaz na Terra o sossego e a negação do belo,
Jaz por Terra a noite e a ferida em cal-viva,
A ventura que é sorrir e também chorar gelo,

Jaz na terra o trono e um dono senhor de tudo,
Apesar de tudo isso sou tido como louco,
Por sentir mais que tudo e toda a gente,
Quando a chuva cai em meu coração dormente,

Como se fosse real e sentida, credível talvez,
Embora nem sempre…

Jorge Santos 07/2018
http://namastibetpoems.blogspot.com

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Comments

O meu território é de ar,

O meu território é de ar, balouço-me na fronteira do tudo e do nada, qualquer um desses reinos me conforma, a memória passa sem se ver, sonhar é não estar presente em nenhum destes países 

1626 (MDCXXVI,

1626 (MDCXXVI,

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Fernando Pessoa

A lavadeira no tanque

A lavadeira no tanque

Bate roupa em pedra bem.

Canta porque canta e é triste

Porque canta porque existe;

Por isso é alegre também.

 

Ora se eu alguma vez

Pudesse fazer nos versos

O que a essa roupa ela fez,

Eu perderia talvez

Os meus destinos diversos.

 

Há uma grande unidade

Em, sem pensar nem razão,

E até cantando a metade,

Bater roupa em realidade...

Quem me lava o coração?

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Fernando Pessoa

A lavadeira no tanque

A lavadeira no tanque

Bate roupa em pedra bem.

Canta porque canta e é triste

Porque canta porque existe;

Por isso é alegre também.

 

Ora se eu alguma vez

Pudesse fazer nos versos

O que a essa roupa ela fez,

Eu perderia talvez

Os meus destinos diversos.

 

Há uma grande unidade

Em, sem pensar nem razão,

E até cantando a metade,

Bater roupa em realidade...

Quem me lava o coração?

 

 

Fernando Pessoa

A lavadeira no tanque

A lavadeira no tanque

Bate roupa em pedra bem.

Canta porque canta e é triste

Porque canta porque existe;

Por isso é alegre também.

 

Ora se eu alguma vez

Pudesse fazer nos versos

O que a essa roupa ela fez,

Eu perderia talvez

Os meus destinos diversos.

 

Há uma grande unidade

Em, sem pensar nem razão,

E até cantando a metade,

Bater roupa em realidade...

Quem me lava o coração?

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Fernando Pessoa

A lavadeira no tanque

A lavadeira no tanque

Bate roupa em pedra bem.

Canta porque canta e é triste

Porque canta porque existe;

Por isso é alegre também.

 

Ora se eu alguma vez

Pudesse fazer nos versos

O que a essa roupa ela fez,

Eu perderia talvez

Os meus destinos diversos.

 

Há uma grande unidade

Em, sem pensar nem razão,

E até cantando a metade,

Bater roupa em realidade...

Quem me lava o coração?

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