rosália lopes

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Sobre mim

Sou por natureza um ser esfaimado. Tudo o que faço, eu faço com fome. A minha alma sabe do que falo. Nada escondemos uma à outra. Às claras ou na escuridão, divertimos-nos imenso em ambientes feéricos. Reluzimos! Diga-se. Jamais houve alguém que nos denunciasse. Juntas formamos um belo duo. Todavia, um dia vou certamente esquecer o meu nome. Vou esquecer-me de mim. Mais tarde, de memória frágil, recordarei fragmentos de mim. Muito mais tarde, quiçá de bengala na mão, tartamudeando; não darei folga ao sono. Hoje sei que ganho, perco e volto a ganhar. Quando Deus me dá um beijo eu ruborizo envergonhada. Agradeço! Embriago-me de um Passado que me faz feliz no Presente. Um Passado que me lembra quem eu fui. De onde eu vim. Um Passado que me lembra a quem amei. Quem me amou. O Futuro?! Quero lá saber...Nem sei se acaso ele existe.... Pergunto: —Acaso é o lençol de algodão, azul, que vislumbro lá longe e adulado pelas nuvens? Enlaçada em sonhos Olho os ponteiros do Tempo Azevieiro que só sentido Quási a sair do retrato Eu Apenas sinto ©Rosália Lopes, 05 de maio de 2018

 
 
 

vou certamente esquecer o meu nome. Vou esquecer-me de mim.

Mais tarde, de memória frágil, recordarei fragmentos de mim. 

Muito mais tarde, quiçá de bengala na mão, tartamudeando, não darei folga ao sono.

Hoje, sei que ganho e perco e volto a ganhar. Embriago-me de um Passado que me faz feliz no Presente. Um Passado que me relembra quem fui, que me relembra de onde eu vim; quem amei e quem me amou. 

O Futuro? Quero lá saber... Não sei se acaso ele existe.»

- Rosália Lopes

Biografia

Abri os olhos para o mundo numa pequena aldeia de vilarinho. Concelho de Santo Tirso. Distrito do Porto. Foi em Vilarinho e mais tarde em Vizela, Guimarães que fiz o meu percurso escolar. Abandonando a escola em 1976.  Por questões de trabalho emigrei para a Alemanha e regressei catorze anos depois. Com a vontade de aprender mais e mais começei a fazer formações noutras áreas: «Arte Floral, Topografia e Formadora». Em Topografia disse-me o diretor  que eu frequentavao o curso errado. Que eu deveria, sim, seguir letras. Ao ouvir estas palavras, um sonho de criança, um sonho guardado no tempo «ser escritora» voltava ao meu pensamento. O sonho de criança ecoava cada vez mais alto. Saia de dentro de mim. Ganhava asas. Era agora ou nunca. Decidi-me pelo agora. E foi acreditando nos sonhos, no amor, e no poder das palavras que sem hesitar começei a escrever o meu primeiro romance: "Sem Cuecas no Cemitério". O romance foi lançado em novembro de 2014 pela Chiado Editora. Em 2015 escrevi o primeiro conto infantojuvenil: "A Sombra da Bondade."

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Conteúdo

 

"Sem Ilusões"

Ainda não percebeste, ó coração. Sem ti, frágil ou não; eu, Alma, nada sou.

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"Barca Grande"

Roubos arriscados só os da Vida. Pergunto: sem intenção?...

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"Heroína Romântica"

Mata-se de sede a esperança...

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Renasço a cada sonho

Olhar o invisivel assusta-me...

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"Imaginário Meu"

Apercebo-me agora, das chamadas do Tempo

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"Não Te Quero Perder"

Se tiver de ser fogo, pois serei

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"Os Laços da Saudade"

Género: 
 

"Renasço a cada Sonho"

Perante Deus...Dá-me a tua mão...

Género: 
 

"Escravos entre Nós"

Poiso meu olhar na prateleira, cuidadosamente, enquanto o silêncio se prolonga.

Género: 
 

"Convida-me a Olhar Pró Céu"

...Acreditar no tempo que está provir.

Género: 
 

"Quietude"

Com a paciência do costume, sempre à janela, suspira a alma.

Género: 
 

"Vozes"

Há dias que não chove. Dizem os meus olhos. Segura de si a mente confirma pra sempre.

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