Paixão

 

DECLARAÇÃO À AMADA

Manuel Mar – Sonetos

 

DECLARAÇÃO À AMADA

 

Quero ser o terno encanto dos teus sonhos,

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BEIJA-ME

~~BEIJA-ME

Dá-me um beijo, como se amanhã
Os nossos lábios não se encontrassem,
E esses belos lábios de romã,
Como funérea campa se fechassem.

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" Promete-me..."

[...]

Promete-me...

que me esperas 
nem que seja no cair da noite,
numa rua deserta.

Promete-me...

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Utopias existentes

Sabes? Sempre procurei uma definição de felicidade.
Plena? Duvido.
Mas num instante plena, é a maior verdade.
Encontrei-a! Encontrei-te!

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Ser poeta é ...

E de uma forma simples

Comecei a escrever

Bastou apenas um sentimento

Para tudo aparecer

 

No inicio

Eram apenas palavras

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Poesia meio à solta

Sou poesia meio à solta,

Procurando a rima certa.

Pólvora inerte como areia,

Esperando a chama que revolta.

 

Entre a alma e a sombra,

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Não há paixão sem devoção

As coisas que valem a pena têm príncipios e fins violentos.

Como fogo e pólvora,

Soma... e some. 

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Interruptores

Sempre o amor
Sempre sempre nunca acaba
Sempre sempre nunca esqueço
Sempre sempre não me lembro
Sempre sempre não sei o que acaba e termina

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Esta pele...
 

Esta pele...

Esta pele que me veste,
que tanto prazer lhe deste
e fizeste dela a tua prioridade,
em momentos de saciedade,
já não me serve.

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A Folha

Num passado distante

Relembro com emoção

Uma folha de cor verde

Que pousou na minha mão

 

E é ao sabor do vento

Que essa folha de cor verde  

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Coração observador

Da janela da mansão do meu pobre coração

Vejo muralhas humanas:

Brancas, mulatas e africanas.

 

Contemplo o que vivo, vivo o que nunca vivi

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A Vida

A vida é uma ciência constante

Onde o homem se descobre

Tem um mistério interessante

No próprio homem se esconde.

 

É doce e amarga,

Quente e fria.

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