Temo as sombras e o burburinho …

 

Temo as sombras e o burburinho …

Português

 

Temo as sombras e o burburinho … 

Temo as sombras e o burburinho, 
Temo este mundo e o outro, 
O novelo sem roca e obra feita,
Temo o que é invisível e o que vejo,

Novela, enredo, falso pergaminho,
Levitável o monge de Damão na Índia,
Lamentável a minha condição,
De temente a Deus e não aos espaços

Grandes, quanto os desses. 
Miseráveis as palavras que deixo,
Temo o burburinho e as ombreiras
Das portas, as ruas aos “esses”,

Às vezes surge-me na ideia, o que
Estou sonhando e quase toco 
Nos sons do outro lado, embora
Seja uma sinfonia complexa, 

E os anjos tão reais como qualquer
Um de nós, anunciando o privilégio
De serem divinos, seremos quem 
Nos representa, a obra feita,

Salvo o facto de existirmos,
Entre sombras e burburinho.
Sombra de choupo não é mogno, 
O vácuo não tem consciência de broca, 

Nem a esperança é negra,
Como eu dizia inda agora plo caminho,
Por mais que pertença a este, 
Sinto o outro, não o repudio…

Jorge Santos 08/2018
http://namastibetpoems.blogspot.com

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Comentários

Álvaro de Campos

Álvaro de Campos

Começa a haver meia-noite, e a haver sossego,

Começa a haver meia-noite, e a haver sossego,

Por toda a parte das coisas sobrepostas,

Os andares vários da acumulação da vida...

Calaram o piano no terceiro-andar...

Não oiço já passos no segundo-andar...

No rés-do-chão o rádio está em silêncio...

 

Vai tudo dormir...

 

Fico sozinho com o universo inteiro.

Percy B. SHELLEY 

Percy B. SHELLEY 
(1792-1822)

 

I bring fresh showers for the thirsting flowers, 
       From the seas and the streams; 
I bear light shade for the leaves when laid 
       In their noonday dreams. 
From my wings are shaken the dews that waken 
       The sweet buds every one, 
When rocked to rest on their mother's breast, 
       As she dances about the sun. 
I wield the flail of the lashing hail, 
       And whiten the green plains under, 
And then again I dissolve it in rain, 
       And laugh as I pass in thunder.

SHELLEY

SHELLEY 
 

 

 

Depois te escrevo ou a lucidez de Alice,

 

 

Detrás do espelho tu Alice,
Me diz se sou coelho ou gato,
Pois quando toco o ar deste
Lado ele sempre estremece, 

Tão lácteo, lívido quanto havia
De alva cal na parede de onde sais,
Noutro vazio dum quarto branco,
Bruscamente deixa de aí ter

Um espelho pra ser luz encanto,
Tu Alice, eu coelho vidente,
O que não havia era Rainha
Sem rei, serei alguém d'engano,

Além de Coelho sou quem
Bocejo defronte ao espelho,
Onde não me veja pairar,
Pois quando toco o ar,

Faz frio e rio de mim pra mim,
Alice é o Coelho, sinto que
O outro lado é aqui mesmo,
Decido eu ou não eu o que vejo,

Detrás do espelho tu ou Alice,
Ou sentir somente com a alma,
Como só a alma sente sentir,
Frente ou interior de espelho,

Eu nem a espelho chego,
Quando mais ao trono, 
Que não está do meu lado,
Alice foi embora do palácio,

Era rainha, serei ninguém ou
Rei, dormirei quanto ele
Frente ao espelho, depois te
Escrevo ...Depois te escrevo

( Depois te escrevo )

 

 

 

Joel Matos (02/2018)
http://joel-matos.blogspot.com

Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=333630 © Luso-Poemas

 

 

Depois te escrevo ou a lucidez de Alice,

 

 

Detrás do espelho tu Alice,
Me diz se sou coelho ou gato,
Pois quando toco o ar deste
Lado ele sempre estremece, 

Tão lácteo, lívido quanto havia
De alva cal na parede de onde sais,
Noutro vazio dum quarto branco,
Bruscamente deixa de aí ter

Um espelho pra ser luz encanto,
Tu Alice, eu coelho vidente,
O que não havia era Rainha
Sem rei, serei alguém d'engano,

Além de Coelho sou quem
Bocejo defronte ao espelho,
Onde não me veja pairar,
Pois quando toco o ar,

Faz frio e rio de mim pra mim,
Alice é o Coelho, sinto que
O outro lado é aqui mesmo,
Decido eu ou não eu o que vejo,

Detrás do espelho tu ou Alice,
Ou sentir somente com a alma,
Como só a alma sente sentir,
Frente ou interior de espelho,

Eu nem a espelho chego,
Quando mais ao trono, 
Que não está do meu lado,
Alice foi embora do palácio,

Era rainha, serei ninguém ou
Rei, dormirei quanto ele
Frente ao espelho, depois te
Escrevo ...Depois te escrevo

( Depois te escrevo )

 

 

 

Joel Matos (02/2018)
http://joel-matos.blogspot.com

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Depois te escrevo ou a lucidez de Alice,

 

 

Detrás do espelho tu Alice,
Me diz se sou coelho ou gato,
Pois quando toco o ar deste
Lado ele sempre estremece, 

Tão lácteo, lívido quanto havia
De alva cal na parede de onde sais,
Noutro vazio dum quarto branco,
Bruscamente deixa de aí ter

Um espelho pra ser luz encanto,
Tu Alice, eu coelho vidente,
O que não havia era Rainha
Sem rei, serei alguém d'engano,

Além de Coelho sou quem
Bocejo defronte ao espelho,
Onde não me veja pairar,
Pois quando toco o ar,

Faz frio e rio de mim pra mim,
Alice é o Coelho, sinto que
O outro lado é aqui mesmo,
Decido eu ou não eu o que vejo,

Detrás do espelho tu ou Alice,
Ou sentir somente com a alma,
Como só a alma sente sentir,
Frente ou interior de espelho,

Eu nem a espelho chego,
Quando mais ao trono, 
Que não está do meu lado,
Alice foi embora do palácio,

Era rainha, serei ninguém ou
Rei, dormirei quanto ele
Frente ao espelho, depois te
Escrevo ...Depois te escrevo

( Depois te escrevo )

 

 

 

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Detrás do espelho tu Alice,
Me diz se sou coelho ou gato,
Pois quando toco o ar deste
Lado ele sempre estremece, 

Tão lácteo, lívido quanto havia
De alva cal na parede de onde sais,
Noutro vazio dum quarto branco,
Bruscamente deixa de aí ter

Um espelho pra ser luz encanto,
Tu Alice, eu coelho vidente,
O que não havia era Rainha
Sem rei, serei alguém d'engano,

Além de Coelho sou quem
Bocejo defronte ao espelho,
Onde não me veja pairar,
Pois quando toco o ar,

Faz frio e rio de mim pra mim,
Alice é o Coelho, sinto que
O outro lado é aqui mesmo,
Decido eu ou não eu o que vejo,

Detrás do espelho tu ou Alice,
Ou sentir somente com a alma,
Como só a alma sente sentir,
Frente ou interior de espelho,

Eu nem a espelho chego,
Quando mais ao trono, 
Que não está do meu lado,
Alice foi embora do palácio,

Era rainha, serei ninguém ou
Rei, dormirei quanto ele
Frente ao espelho, depois te
Escrevo ...Depois te escrevo

( Depois te escrevo )

 

 

 

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Detrás do espelho tu Alice,
Me diz se sou coelho ou gato,
Pois quando toco o ar deste
Lado ele sempre estremece, 

Tão lácteo, lívido quanto havia
De alva cal na parede de onde sais,
Noutro vazio dum quarto branco,
Bruscamente deixa de aí ter

Um espelho pra ser luz encanto,
Tu Alice, eu coelho vidente,
O que não havia era Rainha
Sem rei, serei alguém d'engano,

Além de Coelho sou quem
Bocejo defronte ao espelho,
Onde não me veja pairar,
Pois quando toco o ar,

Faz frio e rio de mim pra mim,
Alice é o Coelho, sinto que
O outro lado é aqui mesmo,
Decido eu ou não eu o que vejo,

Detrás do espelho tu ou Alice,
Ou sentir somente com a alma,
Como só a alma sente sentir,
Frente ou interior de espelho,

Eu nem a espelho chego,
Quando mais ao trono, 
Que não está do meu lado,
Alice foi embora do palácio,

Era rainha, serei ninguém ou
Rei, dormirei quanto ele
Frente ao espelho, depois te
Escrevo ...Depois te escrevo

( Depois te escrevo )

 

 

 

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Depois te escrevo ou a lucidez de Alice,

 

 

Detrás do espelho tu Alice,
Me diz se sou coelho ou gato,
Pois quando toco o ar deste
Lado ele sempre estremece, 

Tão lácteo, lívido quanto havia
De alva cal na parede de onde sais,
Noutro vazio dum quarto branco,
Bruscamente deixa de aí ter

Um espelho pra ser luz encanto,
Tu Alice, eu coelho vidente,
O que não havia era Rainha
Sem rei, serei alguém d'engano,

Além de Coelho sou quem
Bocejo defronte ao espelho,
Onde não me veja pairar,
Pois quando toco o ar,

Faz frio e rio de mim pra mim,
Alice é o Coelho, sinto que
O outro lado é aqui mesmo,
Decido eu ou não eu o que vejo,

Detrás do espelho tu ou Alice,
Ou sentir somente com a alma,
Como só a alma sente sentir,
Frente ou interior de espelho,

Eu nem a espelho chego,
Quando mais ao trono, 
Que não está do meu lado,
Alice foi embora do palácio,

Era rainha, serei ninguém ou
Rei, dormirei quanto ele
Frente ao espelho, depois te
Escrevo ...Depois te escrevo

( Depois te escrevo )

 

 

 

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Depois te escrevo ou a lucidez de Alice,

 

 

Detrás do espelho tu Alice,
Me diz se sou coelho ou gato,
Pois quando toco o ar deste
Lado ele sempre estremece, 

Tão lácteo, lívido quanto havia
De alva cal na parede de onde sais,
Noutro vazio dum quarto branco,
Bruscamente deixa de aí ter

Um espelho pra ser luz encanto,
Tu Alice, eu coelho vidente,
O que não havia era Rainha
Sem rei, serei alguém d'engano,

Além de Coelho sou quem
Bocejo defronte ao espelho,
Onde não me veja pairar,
Pois quando toco o ar,

Faz frio e rio de mim pra mim,
Alice é o Coelho, sinto que
O outro lado é aqui mesmo,
Decido eu ou não eu o que vejo,

Detrás do espelho tu ou Alice,
Ou sentir somente com a alma,
Como só a alma sente sentir,
Frente ou interior de espelho,

Eu nem a espelho chego,
Quando mais ao trono, 
Que não está do meu lado,
Alice foi embora do palácio,

Era rainha, serei ninguém ou
Rei, dormirei quanto ele
Frente ao espelho, depois te
Escrevo ...Depois te escrevo

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Depois te escrevo ou a lucidez de Alice,

 

 

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Me diz se sou coelho ou gato,
Pois quando toco o ar deste
Lado ele sempre estremece, 

Tão lácteo, lívido quanto havia
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Bruscamente deixa de aí ter

Um espelho pra ser luz encanto,
Tu Alice, eu coelho vidente,
O que não havia era Rainha
Sem rei, serei alguém d'engano,

Além de Coelho sou quem
Bocejo defronte ao espelho,
Onde não me veja pairar,
Pois quando toco o ar,

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Alice é o Coelho, sinto que
O outro lado é aqui mesmo,
Decido eu ou não eu o que vejo,

Detrás do espelho tu ou Alice,
Ou sentir somente com a alma,
Como só a alma sente sentir,
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Eu nem a espelho chego,
Quando mais ao trono, 
Que não está do meu lado,
Alice foi embora do palácio,

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Pois quando toco o ar deste
Lado ele sempre estremece, 

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Tu Alice, eu coelho vidente,
O que não havia era Rainha
Sem rei, serei alguém d'engano,

Além de Coelho sou quem
Bocejo defronte ao espelho,
Onde não me veja pairar,
Pois quando toco o ar,

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O outro lado é aqui mesmo,
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Alice foi embora do palácio,

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Pois quando toco o ar deste
Lado ele sempre estremece, 

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Tu Alice, eu coelho vidente,
O que não havia era Rainha
Sem rei, serei alguém d'engano,

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Bocejo defronte ao espelho,
Onde não me veja pairar,
Pois quando toco o ar,

Faz frio e rio de mim pra mim,
Alice é o Coelho, sinto que
O outro lado é aqui mesmo,
Decido eu ou não eu o que vejo,

Detrás do espelho tu ou Alice,
Ou sentir somente com a alma,
Como só a alma sente sentir,
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Quando mais ao trono, 
Que não está do meu lado,
Alice foi embora do palácio,

Era rainha, serei ninguém ou
Rei, dormirei quanto ele
Frente ao espelho, depois te
Escrevo ...Depois te escrevo

( Depois te escrevo )

Joel Matos (02/2018)
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