É de faz de conta!

 

É de faz de conta!

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É de faz de conta!

E num lapso estavam os dois frente a frente com o seu pai!
Um dos filhos sempre o foi muito obediente.
O outro filho, a rapariga, sempre foi um espírito de contradição.
Foi sendo ela própria, essencialmente assim!
A missão?
A de sempre... salvar o mundo!
Ela não alinhou dessa vez. Sabia que o pai tinha a solução perfeita!
Ele que atuasse por sua própria conta em risco.
Mas...
Ela precisava de aprender umas coisas com o pai!
Por suposição do seu próprio pai.
Ela fechou os olhos e acordou no sítio errado à hora errada...
Estava no meio de uma guerra e nem tinha tempo para discernir qual era o lado certo.
O campo de batalha estava ao rubro!
E ou ela se defendia ou morria...
Olhou à sua volta à procura por ajuda... mas todos tinham a sua arma para se defender e... não sobrava nenhuma para ela!
Ela pensou rápido...
Era uma guerra entre os bons e os maus.
Os maus matavam...
Mas... e os inocentes?
Os que morriam, e os que ficavam feridos a sofrer?
As crianças?...
As palavras dela parariam uma guerra no meio de disparos?
Óbvio que não...
Tinha que esperar, viva... que a guerra acabasse.
Tinha que escapar dos tiros...
Alguém ao seu lado morreu e sobrou uma arma...
Ou ela matava ou ia para o inferno!
Tinha medo do inferno... mas matou para não morrer.
Odiou o pai, salvou-se mas não salvou o mundo não...
A partir daí... o coração dela ficou frio.
O mundo era perigoso e fez dela uma assassina...
Não valia a pena salvar o mundo... só os corações para não ficarem frios.

Porque o frio do coração mata o bem querer ao mundo.

E, então, ela não criticou mais que falassem discursos bonitos de paz até que... se parassem as armas do sítio de onde ela vivia!
Ela ia esperar as palavras bonitas proferidas de escritos em papel e os aplausos chegarem a ser os suficientes para pararem a guerra de onde ela se encontrava...
Afinal, sobrava armas e... por isso dava tempo...
E as palavras aquecem o coração e...
Quem não está na guerra pode sempre ganhá-la, com a sorte de quem está lá para colocar um fim nela...

Mas, lá (aqui na guerra) temos fome e a gente foge para aí.... para a vossa paz de palavras bonitas!
Mas de que serve se a paz não nos ajuda a ficar na paz mas sim a regressar para aqui (à guerra).
Por isso pai... salva tu o mundo.
Que não me apetece não!

Cláudia Simone Aguiar

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