Larga cavalos e chapéus como se só houvesse telas

 

Larga cavalos e chapéus como se só houvesse telas

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Inventa-me como se fosse uma obra tua

Pega em mim e vê os pormenores que os outros não vêem - reinventa a forma como eles são adorados pelo mundo. Os quadros em galerias de arte têm centenas de olhares e cada um vê de forma diferente… Quero que faças o mesmo comigo. Que me vejas e me interpretes como nunca ninguém fez. Sê original, dentro da minha banalidade. Despe-me as ideias e dá-lhes novas mantas para que se aqueçam, como nunca ninguém fez. Quero que surjas nestas noites frias e reinventes a forma de criar calor, tornando-te na melhor manta de sempre.

Dizem que o “amor da vida” é o que não deixa outro surgir

Eu digo que o amor da vida é aquele que te faz sentir viva, nem que por um segundo seja. Aquele que te dá os sorrisos parvos quando alguém usa expressões que é normalmente ele que as diz. Aquele tal que te aqueceu as ideias mas que às vezes não te dá as tais mantas, pondo-te à prova para que te aqueças sozinha. Porque o amor de uma vida, não será aquele com o qual não consegues viver e sim aquele sem o qual vives mas que com ele tudo tem outra cor e, quiçá, outro sabor. Alguém com quem te partilhas e não de quem dependes.

Amor? Gente louca. Voltemos a falar de arte.

Esta sim, é dependente. Sem a dita inspiração é como se fosse um coração ou uma alma encriptada pela rotina diária. Então todos devíamos dar pinceladas de cores aleatórias nas nossas mona lisas que tão perfeitamente tentamos conceber. Talvez se tornem nas pinceladas da nossa vida… Voltei eu a falar de amor? Oh. Perdoem-me.

-Somos todos Da Vinci’s-

-20Nov2016-

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