Amor

 

Todos os dias puxo um pouco mais

Todos os dias puxo um pouco mais
Mais para aqui, mais para aqui
Puxo e torno a puxar
Até reparar que do outro lado sobra só uma pontinha, um farrapo

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O quarto mágico

Devagar entra a luz
por cada
frincha dos teus olhos;
é um sol que se põe no
horizonte silencioso
que acaba no teu corpo
e começa no meu.

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Grito

Agarrada às coordenadas da sua dor de amante

olhava as ondas a imitarem-se,

como se espreitasse por dentro

de uma janela esquecida, a querer luz.

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As tuas mãos

preparo-me de um silêncio alto

- na copa de uma árvore gasta -

para que os teus dedos mal cicatrizados não sangrem de espera.

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Doce

Doce anjo, Doce fada!
Donde apareceste, Donde vieste?
Sem dar conta, aqui estás!
O que eu vi também sentiste.
Será que ficas ou voltas atrás?

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Corpo

Conheço cada músculo,

do corpo que me aquece.

Cada recanto minúsculo,

da face que me enlouquece.

 

Pele de neve,

cor de linho!

Mão que escreve

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Procura

Arrepio…

De ti … e mim.

Aqui, ali… agora!

Vibração sem fim

sensação que demora!

Com o toque procuro,

as delicadas mãos

que no denso escuro,

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Palavras soltas

 Prometeste palavras
 para me animar,
 desenhos que teus lábios
 me fariam escutar.
 Prometeste escrever
 por linhas de ardor
 palavras sentidas

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"PERDA"

ATIREM-ME MIGALHAS E EU FAÇO UM FESTIM. QUE IDIOTA

ROSAS, E NENHUM ESPINHO ME FERE. QUE IDIOTA

UMA JÓIA, E NENHUM BRILHO ME OFUSCA. QUE IDIOTA.

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“VAZIO DE MIM”

QUE SAUDADES TAMANHAS,

QUE SOLIDÃO INFINITA QUE ABRAÇA OS MEIOS QUASE DIAS

SAUDADES DO MEU AMOR.

SOLIDÃO DE UMA VIDA CHEIA,

SOLIDÃO DE SOL, DE RIAOS DE LUZ

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“QUEM DIRIA QUE JÁ SABIA!”

COMO A VIDA PASSA A CORRER. QUEM DIRIA!

OS ANOS PASSAM, O SANGUE VAI CORRENDO NAS VEIAS, QUEM DIRIA!

O AMOR ACONTECE, O AMOR DESACONTECE. JÁ SABIA!

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“A DOÇURA DE PEDAÇOS DE MIM”

O SANGUE É DOCE,

DOCE PENSAR QUE NOS PESA COMO TERRA,

TERRA QUE NOS ACONCHEGA E ASSUSTA.

O SANGUE É DOCE,

DOCE PENSAR QUE LENTAMENTE DEIXAMOS

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“MORRER DE AMOR”

NÃO, NÃO É DOCE MORRER DE AMOR

QUANDO O CORAÇÃO NÃO TEM POR QUEM BATER

É SIMPLESMENTE DOCE MORRER POR PAIXÃO.

QUANDO A IMAGEM DUMA MORTE SÚBITA NOS ALIMENTA A ALMA

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“A MEMÓRIA DA VIDA”

A VIDA ERA BELA, FLUÍDA, GARANTIDA, DOCEMENTE CERTA,

QUE VIVER AGORA DA INCERTEZA,

É UMA CERTEZA QUE NÃO SEI SE QUERO TER.

MEMÓRIAS DUM PASSADO ENCANTADO

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A vida é sentir

Quero dar-te mais

Sem gastar o meu latim

Sem desgastar as palavras

De tanto serem ditas e repetidas vezes sem conta

Perdem o seu sentido.

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De forma lenta!

Desejo louco o de te alcançar!

Profundamente angustiante,

a dor de não te poder amar…

Não sou sozinha…e tu, não és só tu.

Esta certeza eu já tinha,

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O amor

O amor chega sem aviso,

tal como uma tempestade que chega,

por vezes como o nevoieiro que nos tira o juízo,

e até levando tudo como o furacão carrega!

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Pai

Hoje ao relembrar toda a nossa vida,

de tantos sacrifícios, quedas e partidas,

sempre fomos felizes, uma família unida,

lutou por nós e nos deu o melhor.

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e se for apenas uma questão de decisão

o amor ser sempre, ou só às vezes
se não fizermos disso uma questão
se for apenas como é
muito muito ou muito nada
se não nos preocuparmos se é saudável ou não

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Cúmplices

Só eu sei, qual impulso
Em mim percorreu,
O levantar dos olhos
Cúmplices da intimidade
Da humidade, da humildade.

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cada qual escolhe nas que se de[le]ita

estou a estranhar a minha própria cama
nas últimas cinco noites não te estranhei as camas
quão não estranho é isso
as tuas casas são-me casas
as tuas camas são-me

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Procurei por ti

Procurei por ti, mas não te encontrei

Aí não desisti, e caminhei

Caminhei sempre

 Sempre sem parar

Pois o meu desejo era te encontrar

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Onde tu não estás

Não queria acordar

Quero ficar permanentemente entre o quente dos lençóis

Não quero ir para um mundo onde tu não estás

Onde tu não existes

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TUA AUSÊNCIA

Trago nos olhos a chuva de Abril,

de tudo o que sinto, sem poder dizer.

Tu ... A tua partida ... O teu perfil,

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Caderno de rascunhos

Não, não quero que te apaixones pelas palavras que escrevi

Mas sim pelo que senti, quando fiz a tinta escorrer sobre o papel.

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Até a ti

Por favor, diz qualquer coisa

Não me deixes caminhar sozinho no deserto da tua ausência

Onde todos os dias são escuros pela falta do teu Ser

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As palavras que não ouço

No desespero das palavras que não ouço

Enlouqueço com a ausência da tua voz

Entre pensamentos confusos com a distância do teu Ser.

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A ilusão acabou

A ilusão acabou

Quase de repente.

Se bem que de vez em quando

Se conseguisse ver um ou outro cordel.

A luz apagou

E a penumbra revelou os nagalhos

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nos teus olhos ...

Nos teus olhos…

A luz desequilibra turva,

íris de uma cor pura,

abrem e fecham,

permanentemente.

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Simplicidade

Escreverei incessantemente,

a tremenda simplicidade do teu sorriso

Juntas, as letras serão postas em ti

Se eu te pudesse descrever...

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