Amor

 

cansados teus olhos

Teus olhos que doem, cansados

da luta que te dá a vida,

da busca em olhares molhados

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Abraço

Qual anaconda imponente

que abraça doce até à morte,

assim ages tu docemente

num abraço terno e forte!

 

Desejado e inquietante

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Soneto Verdade

A alma também envelhece

à medida que o tempo corre,

a  força diminui, o corpo morre,

só a memória não esquece!

 

Os dias contados tornam – se meses;

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Baía

Transformaste o dia em noite bela,

ofereceste – me o mar à janela,

levaste – me de amor ao arranha – céu.

Eu fui companheira, ouvinte, amante,

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Silêncio

Não é hábito sentir

essa vontade de fugir,

uma busca em desespero.

Mas hoje, o que me limita

é essa voz sufocada que grita,

esse silêncio austero.

 

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Urgente

Há uma casinha em cada um de nós

que se chama abrigo

com doçura na voz

e um abraço amigo.

 

Há uma casinha em cada olhar

que entre fumos e nevoeiros

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És um bule de chá

És um bule de chá

quente

frutado

aromatizado.

Bebo-te

doce

como se fosses

ar

adoçado

calórico

histórico.

 

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Voz

Dentro de nós

há uma voz

acordada

que nos alerta,

desperta,

é de consciência chamada.

Chama-nos à atenção

para a força da (in)gratidão

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Felicidade

Felicidade é a força da magia quando respiramos,
é a capacidade de ser e de sentir,
é a calma inquietante quando amamos,
a benção de viver e existir!

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Olhei para ti

Olhei, olhei para ti.
Pensei na tua razão e encontrei, encontrei uma forte vontade de mudar uma forte vontade de lutar contra. Contra quem sou.

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Gostava que me compreendesses

Gostava que me compreendesses como gostava de te compreender. Gostava que o saber olhar para o outro significasse tudo.

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Pelas margens de ti

Pelas margens do rio que há em ti, comtemplei as mais belas paisagens...

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Embarco no embaraço

Nos teus braços, o indagar de um abraço, enlaço que se perde entre a infinidade do teu ser e esta tua tão-somente, sensitiva forma de estar, averiguar de emoções que na mescla de ele infinito conti

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Pedaço de céu

Se na alma e com alma te pudesse escrever um poema, deixaria somente uma pagina em branco, pequeno pedaço de céu, para que nela pudesse divagar… e assim talvez na transparência de cada palavra, se

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Sei bem o que anseio

Queria dizer tanto mas não sei como,
O tempo escorre como areia entre os dedos,
A chama incansável, insaciável percorre-me as veias,
E aqui nesta encruzilhada me encontro.

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(In)Completo

Sinto-me como um todo que não estando completo completo está
O que falta não falta porque veio para ficar
Foi mas ficou, porque "aquilo que está destinado a ser teu a ti voltará"

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Voar Juntos

Depois de tanto tempo, ainda palpita a vontade de voar juntos,
Depois de tanto tempo, ainda dedico palavras e imagens
Depois de tudo, veio nada e tudo ficou.

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O AR QUE RESPIRASTE

Nos lugares cheios de ti,
Por onde andaste,
Onde te vi;
Onde de felicidade,
Me mataste,
O ar tem outra suavidade!
Talvez seja só saudade...

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BRANCURA

Sei de um deserto branco,
De uma página inteira;
Lençol franco,
Feito bandeira!
Recordação de ti,
Que não esqueci.
Branco de gelo frio,

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Distância

Tenho saudades do tempo em que criava sonhos lilases.
O teu rosto era um discurso e o meu nome era um tapete macio
percorrido sílaba a sílaba, na tua boca.

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Paisagem, pó e esperança

Se um dia 
precisares de mim
vais ter que me encontrar
fora dos labirintos habituais.
Hei-de ser paixão, 
prosa e esponja
na fome de um tronco

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Renascer

Quando me ouço em voz baixa - baixinha,
naquele teu vento que me traz presa a um murmúrio,
sei-me concha no caminho do pensamento
à espera de um mar num eco de areia.

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Quero-te

A minha certeza estende-se até ao romper do sorriso absoluto 
e há uma ilha em todos os olhares que me pertencem 
sem muralhas ou chuva incandescente 

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Anda

Levanta-te e vem

que o resto

não me importa

 

quero lá saber

se o vento

traz sal

ou clorofila.

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Nocturnos

Preciso de uma noite ingénua e embaciada,

com vista para o mar.

Uma noite que se vista de pijama

e que suba todos os andaimes da cidade

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I need you

Tenho um estilhaço de afecto nas mãos.

Ficou-me na despedida,

a esvaziar-me as medidas

como uma memória anémica

diariamente à procura das tuas palavras

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Anjo

Precisas de mim

Eu sei…

Das estrelas nos meus olhos,

Do fundo do meu sorriso,

Da força das minhas mãos,

Segurando a tua dor.

Gostas de mim

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Sentes!

Quando sentires

O vento na janela

Escuta-o

E lembra-te de mim.

Sorri,

E eu sentirei

O teu sorriso.

São palavras

Que nunca foram

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Formas de amar

E se na alma e com calma, ele pensamento te pudesse amar, toda a sua terna envolvência em ti, definiria a minha forma de afetuosamente contigo querer estar.

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Um abraço

Um abraço do tamanho do mundo, do meu e do teu

Um abraço onde o meu mundo se torna teu e o teu se torna meu

Um abraço do tamanho do espaço, do nosso e do deles

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