A casa dos sonhos

 

A casa dos sonhos

Português

O que sinto que sonho e sinto sendo,

Sinto-o como tendo um corredor humano

Mas Imaginário, d'habitação. Aprendi a fingir cedo,

Quando ainda não contemplava o desatino

 

Como arte e me deixava seduzir a escreveres

Vulgares. Tornei-me apartado do corpo,

Embora de "design" simples,

Por vezes exprimo um prazer despregado,

 

Supondo que penso e supostamente sinto,

Porém revisto-me de rodilhos

E mendigo por um sentido absoluto,

Avassalado de sintagmas verbais abstratos.

 

Como se a língua minha fosse vassala

Do que desconhece e d’onde nada vem.

Por vezes, nem bom aluno sou…dela,

Nem sei quantas salas inda mais, o sonho tem.

 

Joel Matos (12/2012)

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