Maria Helena Costa da Silva Botelho

Membro

Fotografia de Maria Helena Costa da Silva Botelho
Offline
Última vez online: há 2 semanas 3 dias atrás
Membro desde: 14/10/2017 - 15:42

Género

Data de Nascimento

20/05/1962

Cidade

País

Sobre mim

Animal humano com pretensões a ser angelical que, apesar de filantropo, padece de antropofobia. Com profundos sentimentos de amor pela Terra Mãe e por toda a vida nela existente.

Biografia

Vários poemas escritos ao longo da vida, aliás "vomitados", quando o coração não consegue manter-se calado em circunstâncias demasiado adversas neste percurso que apelidamos de vida.

Estatísticas do membro

  • user: Maria Helena Costa da Silva Botelho
  • Conteúdos: 72
  • Visualizados: 160580
  • Comentários: 2

Conteúdo

 

Em mim

Em mim

Tempestuosas auroras desfolharam os meus passos

Angústias constantemente em mim perdidas, 

Sem rumo e rasgadas no ventre da Terra.

Género: 
 

Mãe

Morreste-me!

Morri...

Quando me perdoares talvez consiga viver novamente.

Olho para dentro de mim e só vejo a tua imagem.

Género: 
 

Sepulcro

Docemente sepultei o meu destino,

Fúnebres pensamentos em mim sussurraram vozes de encantar

E o meu caminho percorri-o na vida dos meus filhos desta dor,

Género: 
 

Silêncio

Silêncio em ti me encontro

Amarras agrilhoam o meu caminhar

Procuro na vida que incansavelmente busquei

Encontrar os filhos do meu ventre

Género: 
 

Sou

Dou por mim a pensar,

Renego a cultura humana

Esplendorosa arte que o animal humano constrói

Inventor de pensamentos, sonhos, memórias

Género: 
 

Incerteza

Não sei o que dizer

Se agonia, se esplendor

Apago a vida em mim

E em ti renasço sem dor.

O que o teu singelo rosto desenha

Sonhos sombrios como a minha dor,

Género: 
 

Esperando

Ainda não descobri porquê

Mas o mundo dói,

Tanta quimera por desvendar

A imaculada beleza deste singelo planeta

Estranhos e fugazes silêncios

Género: 
 

Poemar

Apetece-me poemar,

Com palavras sorrir e brincar

Cortar em mim as amarras desta brutal realidade

Que me agrilhoa, imunda de verdades por esverdear

Apetece-me sonhar,

Género: 
 

Encanto

Num reino há muito tempo sonhado

Género: 
 

A ti

Dei a vida que o meu ventre carregou

De sonhos imensos beijei a tua alma

E a vida de mim te arrebatou

Gélidos ventos teu rosto fustigaram

Género: 
 

Olhando

Da janela do meu quarto

Vejo um céu que me abraça

Pintado de branco imaculado e de vermelho fogo,

Já não sei se será do meu olhar

mas acho que é apenas pura criação

Género: 
 

Dias perdidos

Em mim os dias se perderam

Quimeras encontradas em sinuosos caminhos de dor

E de mim me perdi e esta sã loucura me invadiu

Da aurora que me amanhecia

Género: 
 

Sentimento

Breve estrada, tão longa eu percorri

Quimeras mil nela resplandeceram

E os meus olhos choram desventuras calcadas

Nesta imensidão de brumas desbravadas,

Género: 
 

Poema a uma pintura

Terra Mãe

De seu filho enamorada,

Esfusiantes voos de liberdade

Ansiosas asas que desejo desbravar,

Imenso mar por desvendar

Género: 
 

Procuro-me

Incessantemente me procuro e esta culpa que me atormenta

Ergue em mim uma cruz de espinhos verde esperança

Dolorosas recordações vivas em mim brotam

Género: 
 

Tempo

Apenas aquele som estridente e ininterrupto 

Aquela esfusiante energia de vida arrancada do tempo sem tempo 

E o teu olhar perdido na mágoa do mundo 

Género: 
 

Caminhada

Sem palavras me sufoco

Nesta imensa bruma de breu em mim imersa,

Nas estrelas incessantemente me procuro

E esta ânsia de viver e perecer

Género: 
 

Nesta folha de papel

E nesta folha em branco me escrevo sem pudor

Caminhos percorridos e por mim não desbravados

Desmedidas ânsias em me perder

E a vida em mim a não acontecer,

Género: 
 

Momentos

Eu tive um sonho lindo, o planeta de azul mar sorria, os animais percorriam suavemente o seu caminho nele encontrando o conforto, a brisa do vento acariciava as árvores que floresciam encontrando o

Género: 
 

Somente questão

Haverá algo mais verdadeiro do que ser pessoa entre a multidão?

Não sei quem o disse

Ou talvez saiba mas não me lembro quem!

Apenas acredito

Género: 
 

Saudade

Ainda não a entendi bem

Não sei o que descreve

Nem aquilo que quer dizer

Apenas que a sinto,

Talvez no coração ou fora dele

Ou talvez em lugar nenhum

Género: 
 

Desencontro

Quisera encontrar-te

Mas apenas encontrei o sabor amargo da tua ausência,

Quisera desencontrar-te

Mas apenas desencontrei a ambígua voz da razão

Género: 
 

Adeus

Senti o dia

E vi-te homem de pedra

Esculpido pela sociedade

Intocável, inquebrável

Jamais sonharás

O brilho bucólico da estrela,

Género: 
 

Despe-me desta tristeza

Olhei para o infinito e revi o teu rosto

Senti a brisa gélida da noite por viver

Noite que teimava em não partir.

Nela revivi os sonhos perdidos de ti

Género: 
 

Espera

Olhei para trás e revi-te entre brumas de esperança

Não consegui dar um passo e parei,

Sentei-me num degrau da vida

Observei avidamente o voo das andorinhas que partiam

Género: 
 

Recordações

Levantei-me suavemente,

Quase sem dar por mim iniciei a minha jornada

Com os pés assentes na terra e o olhar pregado no céu

Género: 
 

Apenas palavras soltas

Palavras soltas

Ideias loucas, vãs e carregadas de memórias

Memórias de tempos já idos e jamais reencontrados

Olhando serenamente, sentindo-me cristalizar

Género: 
 

A alma do meu personagem

às vezes fingia

saía de mim e retornava ao fim do dia,

morria o poeta ...

e salpicavam em mim noites intermináveis

de sabores amargos e funestos,

Género: 
 

Apenas desejo

Desejo-te

Apenas te desejo, não te amo

Amor é dádiva serena, complacente compaixão

E o que sinto por ti é apenas

Explosão de sentidos,

Género: 
 

Lancei ao vento

Olhei-te e não te vi

Procurei-te e não te encontrei,

Na brisa fresca e colorida da Primavera

Revi-te no meu sonho

Sonho perdido no limbo

Género: 
Subscribe to Conteúdo
Top