Sofia Santos

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Membro desde: 05/02/2016 - 09:57
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Género

Data de Nascimento

02-08-1991

Cidade

País

Sobre mim

Introspectiva e espontânea com um pouco de bipolaridade segundo os conhecidos. Depressiva e egocêntrica segundo a minha mãe. Um anjo de pessoa segundo o dono do meu coração.

Biografia

Os meus pais deram-me o nome de Sofia a pedido da minha irmã. Fui criada com os meus avós numa aldeia ao pé da serra. A minha avó transmitiu-me o gosto pela costura e o meu avô pela Matemática e pela Literatura. Com o meu pai aprendi a amar o conceito de família, e com a minha mãe o do trabalho. Apesar de, com duas irmãs, ter sido brindada com brincadeiras sem fim, quando descobri a poeirenta Enid Blyton elas foram irremediavelmente substituídas. Lia um a dois livros por dia, descurando a escola por vezes (deitava-me cedo para adormecer tarde).

Entretanto comecei a escrever. Tinha diários que escondia em cima do roupeiro e que a minha mãe cuscava em segredo. Ainda os guardo, assim como todos os guardanapos dos botequins que usava como papel de rascunho.
Entretanto estudei comunicação, desisti. Estudo engenharia mecânica, está a ser difícil. A minha psicóloga diz que é normal. Tenho mais interesse em saber pouco sobre muito que muito sobre pouco. Eu não acho normal. E refugio-me no lápis.

Sim, porque escrevo a lápis.

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Conteúdo

 

Junção

Ele tem garra de leão, agarra as coisas, agarra-as.

É ladrão, roubou-me. É honesto, devolveu-me. Melhor.

Ele acha que vacilo. Ele não percebeu. Eu não expliquei.

Género: 
 

Excelsa Ordem

Pensamento a curto prazo,

contido por enquanto, mais avolumado no encalço.

Retalha a rede, retalia a chama

num chão de amianto sob um tecto falso.

Género: 
 

Mundo Cão

Temores te afagam o cabelo

enquanto dormes

e as insónias te formigam os pés

quando te moves

de frente para o seu oposto, 

Género: 
 

Alienados

Alienados. 

Presos em cordel ao topo do mundo

quedando-se sem sinal de fundo.

Atados a um corcel que galopa

sem qualquer evidência de rumo.

Género: 
 

Humildade

Um humilde é quase sempre o mais desapercebido dos excêntricos.

Género: 
 

O que não disse, Alice

O dia boceja, aconchega-se. O sol atravessa a vidraça e aquece, pela última vez, a casa. Alice palmilha o passeio numa ânsia de a alcançar, de roubar dela um pouco de frescor.

Género: 
 

Penhora da alma

Minha alma penhorada

Penhorei-a ao diabo

na ânsia de o que Deus quer não seja.

Outra coisa virá com certeza

daquilo que Deus não quer.

Género: 
 

Os pombos também fazem amor

Os pombos também fazem amor

em cima do candeeiro da minha rua. 

E depois voam,

o pombo nu, a pomba nua.

Os cães também fazem amor

Género: 
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