susanadefigueiredo

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17/01/1978

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  • user: susanadefigueiredo
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Conteúdo

 

E o choro nunca mais veio

Estava tão ferido e colonizado de medos que as palavras tinham-se-lhe travado a fundo debaixo da língua. A dor era tanta que rebentava com violência a pele que revestia um corpo de outro tempo.

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Os Dois Velhos

Envelhecemos. Repara, a casa é agora imensa, quase nos engole. Vê. Somos agora dois velhinhos amarrotados pela própria narrativa. Que viagem rápida.

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A Descida

Desço a rua que me indicaste para pensar no futuro, sigo pelo contratempo da paisagem. Dou por mim ao relento da saudade e quase desisto de procurar-te.

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Incursão

Infância.

Esse luxuoso património disfarçado

de direito universal;

recreio sem portas onde

nem todas as crianças têm entrada.

Adultos congénitos, crescidos da

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Disciplina

Há dias que são para sempre;

quando cada minuto arde para lá das horas,

quando a aspereza do quotidiano se aveluda

na gravidade do compasso que por nós não espera,

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Estação primeira

É verão.

O dia emancipa-se com quietude,

cheira a laranjas acabadas de descascar

e a madrugada há muito que se dissipou

pela porta entreaberta do quarto

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Promessa

 

Subo às árvores destemidamente,

acalmo o medo no arrepio que

me arranca os pés do chão;

e sou livre.

Sustenho a gravidade do teu riso

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Por onde

Há luz apagada por toda a cidade,

procuram-se poetas nas entrelinhas

das ruas amarguradas;

e o esquecimento rasura os nomes

de ninguém atirados aos muros

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Inocência

Fecho os olhos e recordo sem distância o balouçar

das tuas duas tranças na brisa

da minha adolescência.

Esse espaço límbico de convalescença,

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Epílogo

És, até hoje, o meu aconchego mais insuprível,

pela forma redentora e ininterrupta em que te anuncias.

Não sei como o fazes, nunca soube,

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Mundo

Mundo demente,
doente da vida que imaginou, capítulo a capítulo,
e nunca teve.
E segue, peremptório, amarrado
a essa trajectória incorrigível;

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Sem título

Finge que dormes doce princesa, de pensamento ancorado nas duras falanges do diabo.

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