Amor

 

Odisseia de poesia

Será?...

 

Num enlevo de fantasia

Que as palavras sussurradas

Provocam em teus sentidos,

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Odisseia de poesia

Vem buscar-me, finalmente!

 

O veneno que fizeste penetrar em mim

E percorrer, célere, as minhas veias

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Sem título

*

Não deixes fugir o incêndio do meu corpo

Sem partires para mais longe

E ires ao mais fundo de ti

 

 

Não deixes o silêncio fora das coisas

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Quem dera

Quem dera não saber falar nenhuma língua.

Não perceber nenhum verso de nenhuma canção.

Quem dera não fazer delas todas minhas.

 

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O tempo pára

O tempo pára
Na ferida que não sara
E ninguém nos leva o chão

O luar não acaba
Vive do nosso grito de ave
Em suspensão

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Lágrimas salgadas

Lágrimas salgadas desciam
Baloiçando no meu rosto
E enquanto soluçava
O relógio não parava !

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estou a amar-te

Estou a amar-te
Mas estou a chorar
Porque será que o coração se apaixonou ?
Não sei , só sei que estou a sufocar .

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Nasci para o amar

Naquela noite chuvosa
Senti algo a me perseguir
Tentava eu saber o que era
E sabia que ia conseguir .

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O sentimento chega

Ele chega sem arrependimento
Não diz nada , apenas nos invade
É carinhoso , não violento
É assim que ele chega .

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Fui assaltada

Preciso de ajuda agora neste momento
Fui assaltada
Não consegui fazer nada
Apenas fiquei parada .
Ajudem-me pois não sei o que fazer
Fui assaltada sim

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Sentimento sempre vivo

Tão querido, tão lindo.
Quando te olho daquela maneira que só eu sei
Parece que meu coração me vai saltar
Parece que não quer parar de palpitar!

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Falando em amor

Queria escrever o melhor poema do mundo
Com rimas, com histórias encantadas
Com coisas inventadas
Mas eu não consigo inventar
Sem sequer pensar na realidade

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Medo de uma de nós ir

Eu não sou de ferro
Eu tenho muito medo
Sou humana e assustada
Tenho medo, não sou forte como um rochedo.

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ELES

Nunca fales sobre o amor

Para quê?

Eles
Vão sempre achar um exagero;

Que não o conheces;

Que será a tua morte quando conheceres tudo.

 

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Palavras perigosas

Fala-me pelo eterno adentro.

Já esgotámos as palavras perigosas

De sempre

De nunca

De amo-te

De preciso-te

De mais.

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Amor Ridículo

O amor é ridículo.

Não há nada nele que seja contável

ou cantável

ou artístico

ou modelável.

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Amor

ser feliz é ter-te do meu lado,
é sentir o meu sonho realizado..
partilhar contigo todos os momentos,
todas as vontades e pensamentos..
é sentir-me estimada,

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Amar-te

Amar é uma liçao de vida,
uma causa nao perdida,
é saber ceder e respeitar,
crescer e completar..

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sentimento

sentimento confuso,

começo a entrar em parafuso.

desde o dia em que te conheci,

algo no meu corpo palpita por ti..

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Filha

Não há palavras para descrever,
o que neste momento estou a sentir,
Deus esta-me a oferecer,
Um grande amor sem pedir..

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Estrelinha

Minha estrelinha cintilante,
a tua luz me ilumina,

és de todas a mais brilhante,

guias o caminho desta menina.

No céu azul e reluzente,

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Não há melhor terror do que o de ser tua

Não há melhor terror do que o de ser tua

Maior abismo do que o que escavas quando não estás

Nem mais clara luz do que a que os teus olhos emanam.

Não há eterno mais curto

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Fugas

Podemos fugir amanhã?

O mundo está sempre escuro,

Ninguém nos irá ver.

Seremos silêncio nos espaços vazios entre os nossos corpos

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Dia

É madrugada

E o sussurro de uma só palavra ecoa no etéreo dos meus sonhos.

 

O sol nasce

O teu nome é cicatriz nas frinchas dos meus olhos fechados.

 

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Saíste

Saíste

E assim, na tua falta de pressa,

Deixaste-me a falta da tua face impressa

Nos meus olhos, nas minhas mãos, no que é centro.

Foste

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Vem

I.

Vem
dá-me a tua mão
e vem

cegamente
com o véu do sonhos
a cerrar-te os olhos
dando-te por inteiro 
como quem se dá de verdade

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Ópio

Pendem-me duas pedras num pulso
na derradeira prova de que existo
que se prendem em mim as coisas
como em todas as outras

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A queda

ranco a porta devagar
para que não possas entrar
não sabendo que o faço

abres-la calmamente
com a lentidão de um sol
que se arrasta
no nascer de um novo dia

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Fogos

e é nas horas em que não estás
que balanço num voo 
que se quebra e se rebenta
entre sombras e sóis
de um dia que não o foi

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Fim

Amei por amar os homens com quem dormi
Tomei-lhes o gosto com se toma ao vinho
Seduzi-os com poemas segredados em burburinho
Amei tão intensamente como sofri

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