Preciso de ti, de ver sempre que estás a chegar que te trazes a mim, e a tua cara e os teus olhos, a ver a minha cara e os meus olhos a ver também
És cisne negro, garra, estilhaço… Leoa, espelho, vulcão, abraço… Trespassa-me o corpo, musa, sereia, Veias de fogo, alma de lua cheia.
Se não congela, arrefece Não morre, mas desfalece Esbate, dissipa, esmorece Este amor que me enlouquece.
No abstracto do que vi, sem ver, no momento que fomos, sem ser, o que sonhamos sem querer…
Nunca deveria acordar do silêncio que te trás, no momento seguinte ao que te libertas do que é para ti, para que te tornes na dádiva do que vem De ti. Transbordas te, invadindo me.
Tudo nos separa e pouco nos une
No entanto o que nos junta
Tem mais força que todas as coisas do mundo
Corremos, por vezes já sem força,
Para o abraço que nos falta
Olho para ti e sorrio
Com vontade de te abraçar
Ficamos perdidos no espaço
Lembramos o momento distante e frio
Em que interrompemos o caminhar
Nada mudou mas tudo mudou
No espaço e no tempo ficamos detidos
E de repente o nosso mundo encontrou
A maior privação de sentidos
Desejamos dar saltos no tempo
O vento sussurra o teu nome
Ao seu ouvido
Fá-la sorrir por momentos
Esquecendo o coração ferido
Fechou os olhos
Deixou-se vaguear
Por todas as emoções
Amar é dar
Sem nunca esperar receber
É tocar o coração do outro
Apenas para o proteger
Amar é sorrir
Mesmo quando se quer chorar
Não digas o meu nome,
nunca...
rasga-o e lança-o ao vento,
não digas o meu nome na vã esperança,
porque o cansaço alimenta...
(Ao meu Pai)
Corre nas minhas veias um enxame de saudade,
percebo pelo espelho do guarda-roupa que existe sobre os meus ombros uma lâmina de silêncio,
Fecha os olhos e reflecte Não deixes que morra tudo o que tiveram
Como um desenho,
Ela é pureza,
Sorrindo, desmonta,
O meu coração.
Tudo, nela, é fraqueza!
E a voz? melodia
Melodia da minha canção...
Explode no meu peito: Amor!
Condicona toda a alma...
É uma espécie de ardor,
que me cega, que me cala!
Arrepia pele na pele,
E acorda meu desejo,
Quero fazer amor
Acordar para a realidade
A mentira que agora te faz sorrir,
Amanhã te levará ao pranto
A Verdade
Se um dia a verdade conheceres
Não mais quererás afastar-te.
É dura, nua e fria...
A Dor de te Perder
Foi algo que nunca esquecerei
O que só tu me fizeste sentir...
O Sonho e a Mágoa
Possuirmo-nos um ao outro
Foi um sonho que se desvaneceu
Quando tiveste que partir.
Este domingo, de madrugada
Este domingo, de madrugada, uma parte de mim murchou.
Doce despertar
Doce despertar que me revelou
A beleza da madrugada.
Nunca a vi tão bela como agora,
Em busca da felicidade
Parto em busca da felicidade,
Com a promessa que não mais
Regressa, Ulisses, livre e feliz!
Danço na areia ao som da música
Que ouço dentro de mim, vinda de ti.
O encontro
Livro escrito a dois, num só
Em folhas que se viram
Sem que os dedos as toquem:
A Musa
Aquela criança que eu vi dançar na areia,
Libertava um doce perfume de rosas
A esta praia cheguei...
A esta praia cheguei só, de sentidos alerta, mas,
Nesse mesmo momento vi, que afinal não estava só:
Alma minha
Pensei não voltar a ver a luz do sol,
Como sinal de que me encontrava vivo.
Não, não e não!
A minha alma não ficou nas trevas,
Apenas por lá passou...
Foi o teu maior erro
Serpente venenosa que um dia,
Com o sibilar da tua cauda,