Vítor Oliva

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Sobre mim

Acredita que tudo que não vira poesia, vira pó. Portanto, escreve para se salvar.

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  • user: Vítor Oliva
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Conteúdo

 

Ao pai de nós todos

Pai, pede perdão

Pela terra que invadiste

Pelo povo que expulsaste

Pelo sangue que derramaste

Em nome do trono de alguém

 

Pai, pede perdão

Género: 
 

Meu oposto

Minha pulsão de morte

Não age em conservação da vida

De tudo que é belo

De tudo que é triste

Hei de absorver o oposto

 

Aos moralistas, serei ímpio

Género: 
 

Súbita morte

Perdido na ociosidade, penso eu:

"Por que um deus há de me ter feito louco?"

É nessas horas que a luz atrai-me pouco

Viro um ser soturno, soçobrado em um breu

 

Género: 
 

Ledo engano

Ser imune tal qual predestinado

Para alcançar força devastante

No meio de todos o mais honrado

Ao estampar na alma o semblante

 

Género: 
 

Uma ameba dos maus tempos

Do alto de seu arrojo indômito

E de sua postura impecável

Nota-se um cérebro imaleável

Onde a ponderação causa vômito

 

Condicionado a ser ignóbil

Género: 
 

Soneto aos Montes

Pelas vielas de tua insônia

É que me parto sem saber

Se a lua cresceu sem sofrer

Ou se é efeito da amônia

 

Andei por vigas e mares abertos

Género: 
 

Um cigarro no horizonte

José, recostado à janela

Fuma um cigarro

Contempla a rua, as portas, os postes

Sentindo a inutilidade

De toda esta fiação

Que vela as mentes

Género: 
 

Natimorto sobrevivente

Dentre as maleficências implodidas ao redor

E mentes brilhantes cruelmente desperdiçadas

Percebo em meio a falácias tão equivocadas

Género: 
 

Dor eterna

Foste o nó que desatou nosso laço

Traíste minha quimera com tuas trevas nervosas

Fizeste de minha brisa este lúgubre mormaço

Género: 
 

Chacina dos mortos

A mesma aurora que nasce em céu já nítido

E faz avivarem-se as bocas sonolentas

Faz brotar, sem a devida licença

As mágoas que carregam os olhares oprimidos

 

Género: 
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